O Edifício

Vídeo de Pedro Kok


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História

Inaugurada em Novembro de 2004, e situada no bairro do Butantã, em São Paulo, a Galeria Leme se posiciona em meio de uma paisagem que rapidamente se modifica segundo as forças da construção civil e da expansão urbana.

O projeto da galeria, comissionado ao arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, é uma verdadeira afirmação arquitetônica. Tanto na sua relação com o entorno, que denota uma postura assertiva porém defensiva e introspectiva. Como nos seus espaços interiores, abdicando do genérico “cubo-branco” em favor de uma rica espacialidade e materialidade. A sua construção, feita totalmente em concreto aparente, in situ, lhe dá o aspecto de um bunker firmemente enraizado neste local em constante mutação.

Logo após a construção do edifício, a área ao seu entorno começou a ser reconhecida por seu crescente potencial de desenvolvimento, e esta reapreciação aumentou o valor dos bens imobiliários e o interesse construtivo sobre aquela zona. Em 2010, todo o quarteirão onde o edifício se encontrava foi comprado, por uma das principais companhias multinacionais Brasileiras, para ai ser construído o edifício de sua nova sede. Consequentemente, a galeria teve de ser destruída e realocada, mas, tratando-se de um edifício de autor, este processo não prosseguiu sem antes ser instituído um acordo que salvaguardasse a continuidade da existência do projeto. Este estabelecia que a nova galeria seria reconstruída, a aproximadamente 300 metros da sua localização original, usando o projeto inicial como base. A nova galeria Leme, mais do que uma releitura da edificação anterior, se aproxima extremamente da ideia de clone.

Para além de ter sido deslocada e replicada, a galeria foi também ampliada, tendo sido acrescentado um novo edifício ao projeto inicial, resultado da colaboração entre Paulo Mendes da Rocha e o escritório paulistano Metro Arquitetos Associados.

A nova galeria, inaugurada em 2012, é composta por dois blocos de concreto aparente que acomodam, entre si, um espaço externo. Ambos edifícios são unidos, no primeiro andar, por uma passarela que atravessa este pátio central. Este espaço vazio humaniza a escala do edifício e torna a sua relação com o entorno mais generosa e complexa.

A história deste edifício pode ser tomada como uma representação, numa escala menor, dos processos evolutivos da cidade de São Paulo e de tantas outras metrópoles contemporâneas. Assentes num incessante ciclo de construção, demolição, deslocamento e reconstrução.



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Fotos: Vitor Coelho Nisida

Galeria-Leme_Photo-Eduardo-Ortega-(reduced-1500px)Foto: Eduardo Ortega


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Implantação: A – Galeria Nova | B – Galpão/Studio | C – Galeria Antiga

Front Elevation

Fachada Principal

Cross Section Footbridge

Secção Longitudinal (passarela, acessos verticais e zonas de serviço)

Cross Section Exhibition Spaces

Secção Longitudinal (espaços expositivos e escritórios)

Ground Floor Plan

Planta do Piso Térreo: 1 – Recepção | 2 – Área de Serviço | 3 – Sala de Exposição | 4 – Pátio

Planta do Primeiro Piso

Planta do Primeiro Piso: 1 – Sala do Teleiro | 2 – Passarela | 3 – Escritórios | 4 – Área de Apoio

Roof Plan

Planta de Cobertura



Historia

Inaugurada en noviembre del 2004 y situada en el barrio de Butantã en San Pablo, la Galeria Leme está ubicada en medio de un paisaje que se transforma rápidamente debido a las presiones de la construcción y de la expansión urbana.

El proyecto de la galería, comisionado al arquitecto brasileño Paulo Mendes da Rocha, es una verdadera afirmación arquitectónica. No sólo por la relación con su entorno, denotando una postura asertiva, sin embargo defensiva e introspectiva. También por sus espacios interiores renunciando al genérico cubo blanco en favor de una compleja materialidad y espacialidad. Su construcción realizada completamente en hormigón aparente, in situ, le da un aspecto de bunker firmemente fijado en su entorno siempre cambiante.

Poco después de la construcción del edificio, el área que lo rodea comenzó a ser reconocida por su potencial crecimiento y desarrollo, incrementando el valor de los bienes inmobiliarios así como el interés constructivo sobre la zona. En 2010 una de las principales empresas multinacionales brasileñas compró todo el terreno donde se ubicaba la galería, para realizar allí la construcción de su nueva sede. Consecuentemente fue destruida y relocalizada. Por ser un edificio de autor, este proceso no avanzo sin antes haber sido establecido un acuerdo que salvaguardara la continuidad del proyecto. Este establecía que la nueva galería sería reconstruida aproximadamente a 300 metros de su localización original, utilizando el proyecto inicial como base. La nueva Galeria Leme, más que una relectura de la edificación anterior, se aproxima a la idea de un clon.

Además de ser movida y replicada, la galería fue también ampliada. Un nuevo edificio fue añadido al proyecto original, resultado de la colaboración entre Paulo Mendes da Rocha y el estudio paulistano Metro Arquitetos Associados.

El nuevo espacio inaugurado en 2012 está compuesto por dos bloques de hormigón a la vista, que entre si, acomodan un espacio externo. Ambos edificios están unidos, en el primer nivel, por una pasarela que atraviesa este patio central. Este espacio vacío humaniza la escala del edificio y torna su relación con el entorno más generosa y compleja.

La historia de este edificio puede ser tomada como una representación, en una escala menor, de los procesos evolutivos de la ciudad de San Pablo, así como de tantas otras metrópolis contemporáneas, que se basan en un ciclo incesante de construcción, demolición, desplazamiento y reconstrucción.



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